Há muitos anos, quando trabalhamos como revisor na imprensa local, sempre nos chamou a atenção o noticiário policial pelo enxame de apelidos com que os meliantes eram cunhados no submundo da criminalidade,e parte obrigatória nos boletins de ocorrências, onde fulano era “Babão”, beltrano “Mero preto”, sicrano “Mãozinha” e daí por diante.
Não sabemos se coincidência, mas nos dias deste enxovalho moral de hoje, fruto da promiscuidade companheira, os cognomes ou apelidos voltaram à cena, e, o que é pior, por força de inquestionável analogia, ponto comum na indignidade de algumas Excelências empavonadase feitos semelhantes àqueles d’antanho.
Basta perceber que a figura mais importante do país brasiliense, por força da refocilagempolitriqueira, chama-se “cachoeira” (mais uma rima que não soluciona); seu comparsa é um tal de “dadá”, não o querido e respeitado Dadá Maravilha, de tantas glórias no futebol, mas um mafioso bisbilhoteiro que tem no acervo pessoal segredos inconfessáveis de quase todo mundo nos planos altos, do que se aproveitava seu “capo” para afanar, em conluio com outros da mesma inexistência moral, o suado dinheiro do povo honesto e trabalhador que geme oprimido sob o peso da maior cota de impostos que o mundo tem notícia.
Aliás, este quadro já foi preconizado no alvorecer trágico do governo vermelho, quando o então senador Arthur Virgílio, em sessão no Senado, questionava os ganhos do PT com a salafrarice do “mensalão”, até hoje impune.
Rebatido pelo líder do governo que defendeu o ex-tesoureiro do partido, de apelido “silvinho”, o senador Arthur não titubeou na tréplica, dizendo que “aquilo não era nome, mas alcunha de cantor brega”.
Fosse ainda Senador da República, razões dobradas teria o parlamentar tucano para verberar contra a atual multiplicação deamorios. Só para exemplificar, lembramos que o vice-governador do segundo maior estado do Brasil, o Rio de Janeiro, é conhecido como “pezão”!
Pode?… Claro que pode tudo num país onde o ex-presidente – que ainda age como se estivesse à frente do seu desgoverno – é mais conhecido pela alcunha de “lula”,molusco cefalópode de tentáculos providos de ventosas, com os quais aprisiona suas vítimas de forma sorrateira, mimetizando-se inclusive no fundo do mar, entre as pedras, para alcance dos objetivos predadores.
Cai o pano!…
Agora, só para conferir: alguém já pensou se o Presidente Barak Obama ,dos Estados Unidos, atendesse pelo apelido de “Babá”; seSarkozi, da França, pelo de “Sassá; se Juan Carlos, da Espanha, pelo de “Juju”; se a rainha Elizabeth, da Inglaterra, pelo de “Bebel”, ou até mesmo o senil e carniceiro FidelCastro pelo de “Fifi”?… É nóis!…
Desse jeito, só “mermo” tchau e “bênça”!… Ou, como diz aquele trêfegoapresentador televisivo: “Dignidade, já!…”



