14/03/2010
Está se aproximando as eleições de 2010 e há material para todos os tipos de análise, como a ordem do dia é o ranking de candidatos e a dança dos partidos, inicio, mesmo sendo um dos participantes, uma análise jornalística do pleito e seus desdobramentos. Como há um frenesi em torno do deputado Flavio Dino, creio ser de bom alvitre analisá-lo e, evidente, essa não será a única oportunidade, pois certamente haverá assuntos e motivos para fazê-lo em outras vezes. De cara, o fato de ser parlamentar federal dá ao jovem deputado alguma relevância, acentuando-se o seu preparo jurídico e o fato de ser um típico representante dos segmentos abastados de nossa paupérrima província. Não conheceu, decerto, na integridade de sua jovem vida, o que significa pobreza, dificuldade, desencanto e desânimo. Ter vitórias, ser vitorioso, adulado e outras coisas semelhantes foram sempre o cardápio que incensou a existência do primado e mimado Dino. As suas relações genéticas, inclusive, se fosse caso de doação de órgãos, seria mais compatível doar um rim ao Fernando Sarney, que ao Domingos Dutra e entenda-se, por favor, esse parágrafo, como simples comparação. Mas o vírus da política alcançou o então magistrado. Foi uma tremenda decisão, creio. Mas a decisão não foi portentosa, apoteótica e incomparável porque teve um viés que, tenho certeza, o deputado Dino gostaria de apagar de sua biografia (quase todos têm algo que não repetiriam na vida). A eleição inicial do Dino se deu ás custas das mesmas práticas que um magistrado ou ex deveriam combater: a fraude eleitoral, segundo o TRE do Maranhão e TSE, do ex-governador José Reinaldo, padrinho de batismo da primeira eleição e, agora, apropriando-se para crismá-lo ou confirmá-lo como candidato a governador. A diferença entre a primeira eleição e a próxima não é o apadrinhamento, pois o Zé Reinaldo é o mesmo. A diferença é que o Zé Reinaldo de agora não é o mesmo de outrora. Agora temos um Zé sem tantas e tantas coisas, em que se destaca a falta de poder, que pode ser entendido como falta de convênios. O deputado Dino conhece como ninguém a força dos convênios! A eleição de prefeito de São Luís foi boa politicamente para o Dino, pois teve surpreendente performance e, por outro lado, fê-lo conhecer de perto a força e o tacape do PDT governista. A eleição de 2010 será, provavelmente, a primeira eleição real do Dino. Eleição de fato. Sem os cofres dos Leões, sem o anteparo espiritual do Sarney e, muito provavelmente, sem as benesses do lulado/dilmado. Para quem, na eleição passada, apresentou Lula e Dilma mais que a sua própria imagem, nos programas eleitorais, agora sem Dilma e sem Lula, quem sabe, não será o primeiro menor abandonado da política brasileira. Pelo sim, pelo não, a imprensa sarneisista está afirmando que Dino terminará optando pelo senado. Dino desmente, sem tanta convicção. Está, nas palavras do dramaturgo inglês, entre o ser e o não ser. Será alguma coisa, certamente. A depender dos meus desejos, concorrerá ao governo. Pode acrescentar alguma dose de emoção! |
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Pedro Silva - Eu acho é que tu não será candidato. O Lourival Mendes tem uma fidelidade canina a Sarna, quer que o poder público banque a Fundação de Sarna.
Bentivi, tu é igula a arroz de festa, o primeiro a ser comido. Pedro Silva - Eu acho que tu tem ficado nessa primeira que não vem mais uma segunda. |
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